Profissionalização do detento

Para que alguém que um dia tenha recorrido ao crime consiga sair da cadeia e participar da sociedade precisa sair da cadeia com uma profissão. Não adianta passar lá alguns anos e sair pior do que entrou, além dos vícios que já tinha com mais alguns que aprendeu na cadeia.Em vez de escolar o detento na arte do crime, melhor faria o sistema prisonal se o adequasse para viver quando estivesse fora das grades.

Quando sai o ex-detento é discriminado por já ter cumprido pena e tem que reiniciar sua vida profissional não do zero, mas do 1.000 negativo. Se antes recorreu ao crime porque não tinha oportunidades, as chances são de 10 contra 1 de que ele acabará voltando a fazer isso por pura falta de opção.

Infelizmente o Estado mostra-se incapaz de dar uma educação decente até para as crianças que ainda estão nos bancos escolares, que se diria então de sua preocupação com a educação do detento? Se o descaso para com a educação tradicional já é uma realidade, a lacuna na educação dentro dos presídios salta aos olhos.

Educar e dar uma profissão deveriam ser as primeiras preocupações do Estado para reabilitar os membros da sociedade que um dia foram considerados inaptos para fazerem parte dela. Se não forem reintegrados à mesma assim que saírem da cadeia, muito em breve voltarão para o crime.

Leia também: A impunidade favorece o crime

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