Errando e aprendendo

Uma forma dolorosa mas eficiente de aprender é analisando os próprios erros, vendo em que ponto falhamos e procurando não repetir o que não surtiu o efeito desejado no passado.

Infelizmente a máxima só vale para o cidadão comum, para o governo por exemplo, a máxima nem existe. Estruturas e fórmulas que não dão certo há anos ou décadas são utilizadas até que são substituídas por outra que podem induzir a erro maior.

Para sanar problemas na Educação foi criada a tal da ‘progressão continuada’ segundo a qual o aluno do ensino básico não era reprovado, independente do seu resultado no ano escolar. Criou-se a partir de então uma geração toda de alunos que saem da escola sem o mínimo de aprendizado ou cultura, totalmente inaptos para seguirem uma profissão.

Se o aluno tinha problemas para assimilar o que ensinávamos, vamos então diminuir nossa expectativa, deve ter pensado o governo, e assim nivelamos por baixo. Agora qualquer semi-analfabeto pode concluir o ensino fundamental e não fará o menor esforço para aprender, já que aprender não é exigência para se conseguir o diploma.

O governo por um lado condiciona todos os concursos à exigência mínima de diploma de segundo grau – o que seria maravilhoso – mas não condiciona a obtenção desse diploma ao aprendizado de absolutamente nada pelos alunos. Um anacronismo de difícil explicação e de lógica tortuosa que nos deixa sem saber o que quer o governo: um país de alunos formados ou um país de analfabetos diplomados.

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1 comentário (+adicionar seu?)

  1. noite
    maio 24, 2010 @ 18:24:34

    O regime de ciclos de estudos entende que cada aluno, em seu progresso ou não, deve ser parâmetro de sua própria aprendizagem. Somente esse conceito já demandaria uma atenção e recursos financeiros e de formação bem maiores que os que normalmente são destinados à educação.
    A aprovação automática somente é compreendida dentro de uma visão monetarista, jamais educacional. O mea culpa dos professores e dos educadores (na minha opinião são distintos entre si) nesse processo todo de implantação é repetirem ad infinitum o erro de esquecerem o que disse Paulo Freire há décadas: o ato de educar é um ato político. Ao nos pormos em situação de total omissão quanto a esse fato, ajudamos a criar o caos que aí está.

    Gostaria muito de falar com você, tenho um blog http://noite.wordpress.com/ que tem muito sobre educação, e creio que conversas seriam (muito) bem vindas.

    Responder

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