Ser ‘a outra’ é uma boa opção?

Ser a outra nem sempre é uma posição cômoda.

Ser a outra nem sempre é uma posição cômoda.

Se você é do tipo materialista que só pensa em se dar bem e está pouco ligando pra ‘essas coisas de coração’ vá em frente, mas se você é de carne e osso como eu e pensa em ter uma relação estável e partilhar sua vida com alguém essa posição pode ser no mínimo incõmoda.

Ser ‘a outra’ implica em passar os finais de semana sozinha, viver na sombra e possivelmente ver o ‘seu homem’ desfilar com a mulher sem poder fazer nada, a menos que você seja a outra barraqueira. Mas aí vai ser a outra por pouco tempo porque homem que tem amante dificilmente larga a mulher por causa dela. Normalmente eles preferem manter a mulher e trocar de amante.

Para ser a outra a mulher precisa se acostumar a estar sempre em segundo plano, a se contentar com as migalhas emocionais que esse homem partilhado tem a oferecer e inventar maneiras de segurá-lo. Sabe como é, mulher tem algumas garantias, amante é artigo de luxo e descartável.

Algumas garantem que para a ‘legítima’ ficam as obrigações e para ‘a outra’ fica o prazer, mas acho que não é bem assim. Engana-se quem pensa que um homem só porque tem uma amante não tenha também uma vida sexual com a mulher, até porque se faltar em casa quem vai arrumar amante é a mulher e o homem não quer ser ‘corno’ mesmo se tiver duzentas amantes fora de casa.

Como já dizia o sábio ditado de párachoques de caminhão: ‘mexa com a mulher dos outros mas conserve a sua direita’. E é assim que eles pensam, se para a outra fica a maior parte do prazer, para a mulher fica a consideração, a amizade e o companheirismo. Se ela está doente ele está lá, se a outra ficar doente, que se vire. E que sare logo, senão ele arruma outra ‘outra’.

Na cabeça da esposa pode passar a fantasia de ser a outra, mas se pensam nos momentos mágicos tomando champanhe e fazendo amor na banheira do motel não pensam nas horas ao lado do telefone, sabendo que ele está em casa com a mulher, sabe-se lá fazendo o que.

Se você é do tipo que não está nem aí, acho que ser a outra não vai fazer mal, mas se você quer não só ter sexo mas também ter alguém, acho que não vai aguentar nessa posição por muito tempo.

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Você já beijou alguém do mesmo sexo?

Você já beijou alguém do mesmo sexo?

Você já beijou alguém do mesmo sexo?

Parece coisa de homossexual mas não é. Pelo menos a idéia do artigo não é essa. Veja bem, eu já estou bem resolvida com minha sexualidade há décadas e não se trata aqui de fazer a apologia do homossexualismo nem pregar contra ele. Mas quem é que não teve a curiosidade de fazer uma experiência assim para ver o que ia sentir ou que passou por uma situação e simplesmente aconteceu?

Entre homens é mais difícil ‘acontecer’, mesmo porque eles não têm muito contato físico com os amigos homens, quando muito uns socos e empurrões, coisa de macho. Mas nós mulheres somos diferentes, temos mania de beijar e abraçar nossas amigas, a intimidade é grande e pode acontecer, por quê não?

Eu não tenho vergonha de contar que já aconteceu comigo, e nem foi com uma amiga. E nenhuma de nós era homossexual. Acontece que eu estava namorando o ex-namorado de uma garota e ela começou a me seguir e encarar o tempo todo. Onde eu ia lá estava ela, me encarando.

Um dia fui a uma danceteria e lá estava ela, me seguindo o tempo todo. Eu bebi além da conta e quando bebo costumo fazer coisas que não costumo fazer quando estou sóbria. Não que eu seja do tipo de pessoa que precise de um pouco de álcool na cabeça pra criar coragem de fazer as coisas. Mas quando eu bebo fico meio agressiva, costumo provocar as pessoas e já me meti em muita confusão por causa disso. Até por isso há anos eu não tomo nem um copo de cerveja.

Mas eu estava lá e como sempre acontecia, em certo momento decidi que ia tirar a roupa. Quando eu bebia sempre havia esse momento e meus amigos já ficavam de olho porque se não ficassem eu tirava mesmo, vejam só a que tipo de situação ridícula se expõe uma pessoa por causa do álcool. Ia tirar a roupa e não deixaram, claro. Mas então decidi que ia fazer um strip-tease para a moça que não parava de me olhar, mas é claro que também não permitiram.

A essa altura a garota já estava achando aquilo tudo engraçado, e como já tinha tomado umas também chegou perto de mim pra comentar qualquer coisa. Não sei de onde saiu a idéia, mas de repente eu pensei que se a beijasse ela passaria uma baita de uma vergonha (eu não, bêbado não pensa nessas coisas) e passei do pensamento à ação.

Duro é que a moça correspondeu! Como eu morava numa cidadezinha do tamanho de um ovo de galinha habitada por pessoas com a cabeça do tamanho de uma ervilha, no dia seguinte não se falava em outra coisa. E no final nem eu nem ela ligamos muito para a história, meu namorado é que ficou com o orgulho de macho meio abalado com as fofocas maldosas de que a ex-namorada e a atual ficaram uma com a outra deixando-o de lado.

Se eu ainda estivesse ‘na dúvida’ teria decidido naquele dia porque não senti nada. Pra mim foi um beijo como outro qualquer, não teve nenhum efeito especial, uma vez que não havia qualquer conotação sexual (pelo menos não de minha parte) mesmo tendo sido um beijo ‘de língua’. Não me despertou vontades nem desejos e nem mesmo curiosidade de trocar de time, continuei gostando de homens e nem entendi a razão de tanto barulho por causa disso.

Estou sendo muito ‘liberal’? Não sei. Só sei que foi assim.

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