10 motivos para o divórcio

Há milhares de motivos para o divórcio, assim como para o casamento.

Há milhares de motivos para o divórcio, assim como para o casamento.

Eu não sou bem uma especialista no assunto mas de tanto ver as pessoas se separando acho que dá pra falar alguma coisa. Além de ter me separado ‘algumas vezes’ também sou filha de pais separados, então…

Não quero também dizer que estes sejam os ‘principais’  motivos, mas são 10:

Traição – claro que esse motivo tinha que estar aqui, não que seja o mais importante, mas acho que a maioria acha que sim. Quando eu me separava era comum as pessoas perguntarem: ‘ele te traiu?’ Da terceira vez esse foi o motivo, mas das outras não.

Incompatibilidade – os dois até podem se amar, mas são tão diferentes que não conseguem nunca entrar num acordo. Podem viver a vida toda brigando ou optar pela separação. Há casais que vivem às turras a vida inteira e nunca conseguem entrar num acordo a respeito de onde ir nas férias, em que escola matricular o filho ou até mesmo de que cor pintar a casa. Pode ser muito estressante e acabar com a relação.

Ciúme excessivo – um pouco de ciúme pode até levantar o astral do outro (dizem) mas ciúme demais acaba transformando o paraíso em inferno. Ter alguém fazendo cena o tempo todo pode ser uma das coisas mais insuportáveis da vida a dois. Eu me separaria, com certeza.

Imaturidade – ela casa procurando um pai ou ele quer uma mãe. Quando descobrem a dura realidade não conseguem se adaptar. Ela vive reclamando que ele não lhe dá atenção ou ele quer tudo na mão, ‘como sua mãe fazia’. Quem casa quer um companheiro ou companheira e não ser babá 24 horas por dia. Sinceramente, não dá.

Desvios de caráter – aqui vão incluídos todos eles, como mentir, por exemplo. Ou ser injusto. Ou… O fato de conviver com alguém que mente acaba fazendo com que duvidemos de tudo o que diz e conviver com alguém que não é confiável é um pé no s… Se eu descobrisse uma mentira importante acharia que era um bom motivo para o divórcio, se a relação já andasse mais pra lá do que pra cá.

Incompatibilidade sexual – pode ser um problema, as pessoas se casam também para ter sexo. E se a hora do sexo – que devia ser a mais gostosa – acaba virando briga e a cama vira ringue ou campo de batalha, será que não está na hora de procurar sua turma? Pequenas incompatibilidades podem ser contornadas, mas algumas são mais complicadas, e se a relação não vale tanto a pena, será que vale tentar? Um homem com baixa libido casado com uma mulher que quer sexo todo dia vai ter problemas. Se o homem é fissurado em sexo anal e a mulher acha que isso é coisa de gente pervertida, como conciliar? A menos que mantenham o casamento de fachada e façam sexo com outras pessoas eu prevejo um futuro negro para essa relação.

Falta de diálogo – se o casal não conversa e não decide as coisas em conjunto vão acabar brigando feio por qualquer coisa e o tempo todo. Os meus vizinhos vivem brigando um com o outro em altos berros, o dia inteiro e noite adentro. Um faz uma coisa, o outro desfaz. Um quer fazer de um jeito, o outro diz que ‘só passando por cima do meu cadáver’. Um diz ‘vai porque eu sou o pai’ e o outro ‘não vai porque eu sou a mãe’. Eu não aguentaria essa situação por muito tempo e nem acho que valha a pena viver a vida toda assim até que a morte os separe. Ou lhes dê uma trégua, melhor dizendo.

Competição – a competição já afundou muitos casamentos, porque se um dos dois é inseguro ou se acha ‘abaixo’ do outro podem começar a competir. E o pior é que a competição não se resume a mostrar que um é melhor ou ‘superior’ ao outro, também vale destruir a auto-estima do companheiro ou companheira. Ou seja, se eu não consigo chegar tão alto quanto eu acho que você está vou te derrubar para que fique mais baixo que eu. Casamentos assim acabam com o amor-próprio e a auto-estima. Os casais costumam suportar um relacionamento assim porque acabam se ‘viciando’ nesse comportamento de viver derrubando o outro e isso alimenta a auto-estima de quem acha que está por cima. Quando um dos dois começa a não seguir a sua parte no ‘padrão’ o casamento costuma afundar.

Agressividade – pessoas que não controlam a agressividade são difíceis no convívio e a vítima sempre é quem está mais próximo. Normalmente são os homens os agressivos e usam desde gritos e palavrões até ameaças e mesmo violência física. Difícil de aguentar, prefiro virar freira e fazer voto de castidade que aturar isso. Mas tem quem goxta…

Falta de amor – tem gente que casa por dinheiro ou por segurança ou por outro motivo qualquer, existem milhares de motivos para o casamento, mas acho que o amor é o mais importante de todos. Podem me chamar de romântica, visionária, etc. Mas para mim o amor é fundamental, porque se amando às vezes o convívio já fica difícil, se não amar como a gente vai suportar os defeitos do outro? Só amando mesmo, quando o amor acaba o casamento ‘murcha’ e morre.

Claro que faltam muitos motivos aqui, se há milhares para casar há também milhares para divorciar. No meu caso nem testei todos os motivos ainda, só tenho 4 ex-maridos e nem penso em me separar do atual, mas isso prova que eu acredito no casamento. O fato de ter-me casado pela quinta vez há 2 anos mostra o triunfo da ESPERANÇA sobre a EXPERIÊNCIA.

Você perdoaria uma traição?

Depois de uma traição a confiança fica abalada, talvez de forma irremediável.

Depois de uma traição a confiança fica abalada, talvez de forma irremediável.

As mulheres em sua maioria preferem perdoar a perder o marido ou namorado para a outra, já os homens se perdoam não esquecem e o relacionamento nunca mais é o mesmo. Isso se perdoarem porque a maioria até mata a mulher se for traído.

Eu não sei se teria estrutura para perdoar uma traição. Há 20 e poucos anos não tive. Meu marido na época passou uma noite com outra e a experiência foi horrível, eu não aceitei o fato de jeito nenhum. Apesar de estar ainda apaixonada por ele terminei o casamento porque cada vez que ele chegava perto de mim eu o imaginava com a outra. Essa imagem doía demais e eu preferi abandoná-lo e esquecê-lo que conviver com isso.

Mas nem todas ‘amam’ o marido e podem achar mais cômodo fazer vista grossa ou perdoar para não perderem as ‘benesses’ que o casamento lhes proporciona. Não que todas as que perdoem o façam por interesse, mas na maioria das vezes a mulher que opta por continuar um casamento assim é porque tem medo de ficar só.

Eu acho que o relacionamento tem que ser baseado em confiança mútua, senão vira um inferno, e depois de uma traição, quem é que confia mais? Acho que a confiança fica abalada e daí a ficar totalmente paranóica e achar que está sendo traída o tempo todo é um pulo.

Se alguém assume um relacionamento estável com alguém tem que saber antes se será capaz de abrir mão das vantagens da vida de solteiro. Se quando era solteiro ele podia ‘galinhar’ à vontade, depois de casado adquire outras vantagens mas perde as que tinha antes de casar.

A vida é feita de escolhas e o casamento é uma delas. Mas as regras são para os dois, se só um está cumprindo o prometido, em minha opinião é hora de abandonar o barco antes que afunde.

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