10 coisas para ver na TV

A TV anda tão pobre, tanto a aberta quanto a fechada, que salvam-se poucas opções. Mas nem tudo está perdido (ainda). Senão, vejamos:

10 coisas para ver na TV

  1. Comerciais – para mim eles são imbatíveis, a maioria muito mais criativos e interessantes que os próprios programas.
  2. Filmes de terror trash – não assustam ninguém mas me fazem dar mais risadas que as ridículas comédias americanas.
  3. Canais de vendas – como consumidor pelo menos você fica por dentro dos preços e quando for comprar alguma coisa já está por dentro e fica mais difícil alguém lhe passar a perna.
  4. Clips musicais – a TV fechada passa uns clipes para ‘encher’ a programação e dar certo o horário dos programas. Vá zapeando até encontrar algum interessante.
  5. Canais religiosos – já que a vida terrena é isso aí que a gente está vendo, você já vai preparando uma vida melhor no paraíso. Alguns canais já garantem uma vaga no céu desde já.
  6. Canais escolares – já que não tem nada que preste, veja programas educativos, assim quando for fazer uma prova ou concurso vai estar em dia com a matéria.
  7. Canais discover – você pode até não se divertir mas vai aprender bastante, e sobre coisas que nem imaginava que existiam.
  8. Notícias – se você acha que anda muito calmo e apático, veja as notícias e em 15 minutos você já vai estar esbravejando e cheio de raiva. Aproveite e canalize essa energia em seu trabalho.
  9. Esportes – se você não pratica, pelo menos assista, quem sabe dá uma vontade louca de praticar e você não desliga a TV e vai caminhar, por exemplo?
  10. Programas para surdos – você tira o som e fica tentando aprender a linguagem de surdo-mudos, quem sabe um dia não vá precisar. Nunca se sabe.
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Você já conheceu alguém famoso?

Conhecer o Pedro de Lara foi uma experiência traumática.

Conhecer o Pedro de Lara foi uma experiência traumática.

A pessoa mais famosa que conheço é minha prima, que nos anos 70 escreveu uma coleção de livros didáticos que foi adotada pelas escolas estaduais. Na verdade ela é prima de meu pai, portanto minha prima em segundo grau.

Ela, por sua vez, morava e mora no centro de São Paulo e quando jovem ia para as baladas com seus amigos, entre eles o Cauby Peixoto e o Agnaldo Timóteo, que na época estavam no auge de suas carreiras. Também conhecia a Ângela Maria.

Mais de uma vez babei de inveja de uma diretora aqui de Diadema, colega de minha tia, que não só conhecia como tinha tido um ‘rolinho’ com o Benito de Paula, que era o must da época. E ele fez até uma música pra ela, imaginem!

Até a Xuxa (que é a toda-poderosa Xuxa) contou que tremia que nem vara verde quando foi entrevistar o super-famoso Michael Jackson. Acho que quando a gente conhece um ídolo fica boba na hora. Esse é o meu medo. Minha filha Adeline tinha uns 6 anos e adorava uma cantora country, cantava todas as suas músicas e aconteceu que na Festa do Peão ela ficou hospedada no hotel da cidade, na esquina de casa.

À tarde ela passava na frente do hotel quando viu a tal cantora (que não lembro do nome) e correu a pedir um autógrafo. Toda nervosa, aproveitou pra dizer que era sua fã, que adorava suas músicas e sabia todas. A cantora achou uma gracinha e pediu que ela cantasse uma então. No nervosismo do momento, minha filha cantou uma música de outra cantora. Ela tem 28 anos agora e quando comentamos o assunto ela diz que até hoje não se perdoa por isso.

Já tive ‘encontros de segundo grau’ com estrelas de maior ou menor grandeza. Lembro-me que quando estava fazendo curso para ser caixa do banco descobri que estavam gravando o filme ‘Dama do Lotação” no restaurante do prédio. Na hora do almoço ficamos sem comer mas vimos as tomadas do Nuno Leal Maia todinhas, gritando ‘lindo, lindo’ atrás do cordão de isolamento.

No mesmo restaurante vimos o Walmor Chagas tomando uísque, mas nos ignorou solenemente, agiu como se nem estivéssemos ali e nem tivemos coragem de pedir autógrafo.

Morei no interior de São Paulo por 21 anos e como era diretora do sindicato, quando havia reuniões eu vinha a São Paulo e ficava hospedada em algum hotel do centro. Uma vez maquinamos (eu e os funcionários do hotel) e consegui subir 12 andares no mesmo elevador da Derci Gonçalves. Eu que ando sempre com uma caneta na bolsa naquele dia não tinha nenhuma. Perguntei se me daria um autógrafo com baton e ela disse que não, porque não era a Xuxa. Eu fui rindo os 12 andares, ela era mesmo muito engraçada. Ou então era riso nervoso…

Nesse mesmo hotel, em outra vez que fiquei hospedada, os porteiros sabendo que eu era corintiana (gente do interior conversa com todo mundo) conseguiram me contrabandear para o restaurante do hotel na mesa ao lado do time do Corinthians que estava jantando lá, depois de um treino. Eu fiquei tão nervosa que só fui reconhecer um a um depois, quando lembrava da ocasião, porque na hora eu sabia que eram jogadores mas não conseguia identificar nenhum.

Ainda menina eu vinha passar as férias em São Paulo, na casa de minha tia que morava perto da Avenida Paulista. Descobri que o Tony Ramos morava umas quadras abaixo e que lavava o carro toda semana na calçada. Ele era bem jovem (isso foi no início dos anos 70, creio eu) e eu ficava passando toda hora na calçada e dizendo ‘oi’ todas as vezes. Ele ria e respondia meu ‘oi’, mas nunca tive coragem de passar disso, as pernas tremiam e a voz não saía.

Uma vez tive uma experiência traumática. Dizem que o Pedro de Lara estava com problemas e que tinha ‘assumido’ na vida real o papel que representava nos shows de calouros da vida, e sou testemunha disso. Uma vez eu estava no centro de São Paulo quando vi um homem engraxando os sapatos que era a cara do Pedro de Lara, de terno marrom, cabelo comprido, bigodes e até os lírios brancos na mão ele tinha. Passei e conforme fui passando fui encarando pra ver se era ele mesmo. E era. Só que ele não gostou de ser encarado e levantou, perguntando o que eu estava olhando. Eu – que não sou fácil – falei alguma coisa bem malcriada que não lembro mais, pois ele desceu da cadeira do engraxate e veio atrás de mim agitando aqueles lírios, como se estivéssemos na TV. Eu comecei andando depressa e acabei correndo, só escapei porque me enfiei numa galeria e saí do outro lado, como o coração aos pulos. Que susto!

E você, já conheceu alguém famoso? E ‘amarelou’ na hora? Conta lá como foi…

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