Profissionalização do detento

Para que alguém que um dia tenha recorrido ao crime consiga sair da cadeia e participar da sociedade precisa sair da cadeia com uma profissão. Não adianta passar lá alguns anos e sair pior do que entrou, além dos vícios que já tinha com mais alguns que aprendeu na cadeia.Em vez de escolar o detento na arte do crime, melhor faria o sistema prisonal se o adequasse para viver quando estivesse fora das grades.

Quando sai o ex-detento é discriminado por já ter cumprido pena e tem que reiniciar sua vida profissional não do zero, mas do 1.000 negativo. Se antes recorreu ao crime porque não tinha oportunidades, as chances são de 10 contra 1 de que ele acabará voltando a fazer isso por pura falta de opção.

Infelizmente o Estado mostra-se incapaz de dar uma educação decente até para as crianças que ainda estão nos bancos escolares, que se diria então de sua preocupação com a educação do detento? Se o descaso para com a educação tradicional já é uma realidade, a lacuna na educação dentro dos presídios salta aos olhos.

Educar e dar uma profissão deveriam ser as primeiras preocupações do Estado para reabilitar os membros da sociedade que um dia foram considerados inaptos para fazerem parte dela. Se não forem reintegrados à mesma assim que saírem da cadeia, muito em breve voltarão para o crime.

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Mulheres espancadas

Outro dia vi uma estatística na TV que me deixou estarrecida: 75% das mulheres que são ameaçadas por ex-maridos, companheiros e namorados são realmente mortas por eles.

Não se contentam eles em apenas espancá-las, e abusar delas física, emocional, moral e psicologicamente, quando se cansam de tanta violência e as juram de morte estão falando a verdade, pretendem de fato exterminá-las.

A Justiça diz que quase nada pode fazer nesses casos, além do boletim de ocorrência e de entrar com uma ação contra o agressor, porém nada disso impede que 75 entre 100 cumpram a ameaça. E muitos permanecem impunes mesmo depois disso.

É irônico que o Brasil, com tantas delegacias da mulher e com tanta propaganda sobre o assunto possa fazer tão pouco para proteger as mulheres dos infames que se julgam com poder de vida e morte sobre elas – e infelizmente esse poder é real.

Se alguém mata a mãe é matricídio e é um crime com uma pena maior do que se fosse um homicídio qualquer. Matar a companheira, a mãe de seus filhos, devia também ser considerado um crime maior, crime hediondo e com motivo fútil, sem atenuantes, para que o criminoso apodrecesse 30 anos na cadeia.

Se matamos uma capivara é crime inafiançável porque a espécie é protegida por estar em extinção, mas quem vai proteger as mulheres?

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