Divisor de águas

O divisor de águas é aquele momento em que você toma uma decisão que vai mudar sua vida dali pra frente, então sempre quando você falar daquilo vai definir sua vida em antes e depois. Eu não sou um bom exemplo porque minha vida está cheia de divisores de águas, eu tive vários antes e depois porque as mudanças não me intimidam, sempre que eu tenho que dar um salto, fecho os olhos e vou nessa.

Mas acontece que a maioria das pessoas tem medo do novo e prefere ficar na comodidade do que é familiar do que arriscar com a possibilidade de arrepender-se mais adiante. No quesito ‘arrependimento’ eu estou devendo ainda porque eu nunca me arrependi de nada do que fiz, se deu errado eu coloco na coluna do aprendizado e sigo adiante.

Sempre que me apareceu a oportunidade de mudar alguma coisa em minha vida para melhor, mesmo que radicalmente e implicando perdas, eu segui em frente e paguei pra ver porque meu maior medo é daquele arrependimento tardio e no mais das vezes irremediável: o arrependimento de não ter feito.

A oportunidade vai embora e aí eu poderia ficar com aquele sentimento eterno de como seria se eu tivesse feito. Fazendo eu já sei como seria e se por acaso não foi uma boa escolha eu sei que mais adiante aparecerá outra oportunidade, ou eu mesma a criarei ou inventarei. Conformada eu nunca fui nem quero ser. Que eu me arrebente nas rochas em meu voo, mas que nunca perca a coragem de alçá-lo.

Por quê os homens traem?

Imagino que os homens traiam porque acham que é o que se espera deles, já que nossa cultura machista educa os homens com frases altamente construtivas do tipo “cachorro que enjeita osso, pau nele” e outras maravilhas da cultura popular, indelevelmente incutida na mente masculina, a ponto de um homem que não pensa em trair sua mulher começar a ter dúvidas a respeito da própria sexualidade.

Aparentemente para chegarmos ao quociente da macheza de um homem precisamos de uma intrincada fórmula na qual se multiplica o número de mulheres que “pegou” dividido pelo espaço de tempo que demorou para conseguir esse feito, adicionando-se o número de centímetros do membro viril do camarada, somando-se o número de vezes que conseguiu fazer sem tirar, subtraindo-se as brochadas e o número de meses em que foi fiel à sua parceira. Se o quociente for igual ou superior a 100 ele repousa mansamente os chifres no travesseiros e dorme em paz contando coelhinhas.

Ma se, por outro lado, esse quociente estiver muito abaixo do que alardeiam seus nada sinceros nem modestos companheiros de trabalho ou de academia, o gajo entra em parafuso e sai à caça atirando em qualquer alvo que se mova e consiga subir na guia da calçada sem ajuda.

Acostumadas a conviver com esses seres de auto-confiança tão diretamente proporcional à aprovação e inveja dos iguais que o rodeiam, já estamos também de saco cheio de passar a mão em suas cabeças e dizer “que seja essa a última vez”.

Fomos tão tolerantes pelos séculos afora porque sempre soubemos que a graça contida no ato de trair a mulher não está propriamente no ato em si nem nos dotes físicos e de alcova da cúmplice, mas sim em contar aos amigos, valorizando ao máximo cada detalhe com lentes de aumento de no mínimo fator 10.

Assunto que muito nos interessa, lá vamos nós com mais uma ridícula “Pesquisa de Opinião Pública”!

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