Você se deixa influenciar?

Você consegue tomar decisões sem ajuda?

Que tipo de pessoa você é: “mula empacada” ou “maria-vai-com-as-outras”? É claro que entre um tipo e outro há uma vasta lista de categorias, mas você sabe em qual você se encaixa? Na verdade o que vamos tratar aqui não é se é certo ou errado se deixar influenciar, mas levá-lo a pensar sobre o assunto e a refletir sobre até que ponto sua atitude está ajudando ou atrapalhando sua vida.

Mula Empacada

Se você é desse tipo (nem adianta teimar que não é) você não tolera palpite, odeia opiniões alheias e basta alguém sugerir (sem que você peça) o que você deve fazer para que você se sinta profundamente inclinado a fazer justamente o contrário. Eu sei como é, eu também já fui assim. Hoje me policio o tempo todo para não cair mais nessa esparrela, e sabe por quê?

Descobri que as “mulas empacadas” são tão influenciadas pela opinião dos outros quanto o mais manipulável dos mortais. Se você faz sempre o contrário do que foi sugerido, está estabelecido um padrão. Ou seja, se o simples fato de alguém sugerir o que você estava pensando em fazer, o que é bom para você, e você sem nem refletir já vai logo tomando a direção contrária, quem é que vai sair perdendo?

E – analisando por outro lado – se o que você faz é o contrário do que os outros dizem para fazer, então além de ser um mala e espírito-de-porco do caramba, ainda está sendo 100% influenciado pela opinião dos outros. Não tem opinião nem ideias próprias, e se tinha já abandonou na hora em que a primeira pessoa deu pitaco. Ou seja, não tem personalidade nenhuma.

O “funcionário do IBOPE”

Veja só se você se reconhece nesse tipo aqui: ele nem ganha salário do IBOPE mas tudo o que vai fazer promove uma verdadeira “pesquisa de opinião pública”. Pergunta pra todo mundo o que deve fazer. Pede sugestão até pra mudar de lugar no ônibus. E o pior é que em 99,9% dos casos nem leva em consideração o que ouviu.

Também pudera, pegando tantas opiniões nem dá pra seguir nenhuma delas. Se você é assim, das duas uma: ou tem crise de personalidade ou gosta mesmo é de ser o centro das atenções. Você gosta de ver os outros pensando sobre os seus problemas, que afinal são seus, e não deles. Portanto, quem deveria pensar sobre o assunto é você, e não eles. Se você não sabe o que é melhor e está numa encruzilhada, tudo bem pedir ajudar a um amigo do peito ou alguém da família, mas promover esse “debate em horário nobre” só vai deixar todo mundo de saco cheio (afinal todos têm seus próprios problemas pra pensar) e mais de saco cheio ainda quando perceberem que você os “alugou” e no fim fez justamente o contrário.

O eterno indeciso

Você até sabe o que fazer, mas quem disse que tem iniciativa pra fazer o que decidiu? Tem medo de não dar certo, medo de dar rolo, medo de alguém descobrir, medo do que vão pensar, medo do que vão dizer. Só sai de casa pra fazer o que tem que fazer se for com o script completo e decorado. O que vou fazer se o fulano disser “A”, se a fulana tiver saído, se o ônibus atrasar, e por aí afora. Já nem se trata de deixar-se levar pela opinião dos outros, o seu caso já é de paralisia total.

Os problemas não se resolverão sozinhos e algumas atitudes têm que ser tomadas. Medo de errar é um erro menor do que não fazer coisa nenhuma. Deixar que as situações “se resolvam” pode significar deixar que as situações “se compliquem” e aí você terá o dobro do trabalho para sair dessa leseira toda e tomar uma decisão.

O que pensa, pensa, pensa…

Ele fica se questionando (será que é de você que estou falando), analisando, imaginando, ou seja, usa todos os verbos de “pensamento” e nenhum de “ação”. Ele não tem medo, só quer ter certeza antes. Ora, meu amigo, nesse mundo ninguém tem certeza de nada, exceto de que vamos todos morrer um dia. O resto é tudo incerto. Ninguém vai te dar um atestado de que “tudo vai dar certo no final”. A vida não é novela, não é justa e os bons vencem só nos filmes e novelas. Na vida real quem vence é quem tem coragem de testar, errar e dizer que errou. E recomeçar.

Maria-vai-com-as-outras

Outro caso típico de falta de opinião. Se todo mundo resolvesse se jogar de um precipício, você se jogaria também? Claro que sim. Você não está nem aí para o que é bom ou ruim para você, só quer estar junto com “a maioria”. Quando vai votar, quer saber quem está na frente nas pesquisas, porque não quer “perder” o seu voto. Você só vai “perder” seu voto se ele sair voando pela janela antes de colocar na urna, e agora com urna eletrônica nem assim.

Fazer o que todo mundo faz é muito comum e normal na adolescência, mas como todas as bobeiras da adolescência costuma passar quando atingimos a idade adulta. Quem continua se comportando como adolescente pela vida afora perde a graça. Aliás, até em adolescente essa mania é irritante, mas a gente dá um desconto porque sabe que é “só” por alguns anos. Então, vê se amadurece.

Na hora de tomar decisões, o melhor é pesar os prós e os contras, os riscos e também quanto estamos dispostos a pagar por nossos erros. Depois de tudo analisado é botar mãos à obra e sair do “pensar” e começar a “agir”. Se houver alguns conselhos sábios a analisar, ótimo. Caso não haja nenhum, procure se informar a respeito, ler, observar.

E se tudo der errado, não se preocupe. Acontece nas melhores famílias e para tudo há um jeito, então nada melhor do que aprender com os próprios erros e pensar uma nova solução. Afinal, só não há jeito pra morte. Ou algo parecido…

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2 Comentários (+adicionar seu?)

  1. Lucia Margarete vieira Plantz
    mar 23, 2011 @ 15:10:30

    Muito bom!

    Responder

  2. Gi
    out 13, 2012 @ 23:30:13

    Amei! Eu precisava ler isso. Obrigada.

    Responder

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