Os números de 2011 – Blog Words
31 dez 2011 Deixe um comentário
em 2011 Tags:ano novo, estatísticas
Confesso que estive ausente durante o ano de 2011, por razões pessoais e profissionais, abaixo seguem as estatísticas do blog, em 2012 o blog será reativado e os leitores terão muito mais razões para visitá-lo. Aproveito para desejar um feliz ano novo a todos!
Os duendes de estatísticas do WordPress.com prepararam um relatório para o ano de 2011 deste blog.
Aqui está um resumo:
A sala de concertos da Ópera de Sydney tem uma capacidade de 2.700 pessoas. Este blog foi visitado cerca de 9.200 vezes em 2011. Se fosse a sala de concertos, eram precisos 3 concertos egostados para sentar essas pessoas todas.
5 motivos para não ter filhos
27 dez 2011 Deixe um comentário
em Reflexão Tags:filhos, relacionamento
Eu não tenho nada contra ter filhos, tive 5 e os criei. Mas filho é uma responsabilidade para toda a vida, não dá para daqui 5 anos dizer que não quer mais e devolver para a fábrica.
Muitos pais têm filhos por razões que nada têm a ver com ter filhos, quando percebem anos depois que não era bem o que queriam e não conseguem reclamar com o customer service, simplesmente os abandonam.
Alguns os abandonam de fato, outros o fazem de maneira velada: não dão atenção; matriculam em tudo quanto é curso; não conversam com eles; botam na frente da TV, do computador e do videogame o dia todo que é pra não dar trabalho; fazem serão, hora-extra, hora grátis e tudo o que for possível pra voltar pra casa só quando o anjinho estiver no terceiro sono e não tiver mais perigo de acordar.
Ter filho não tem volta, ou pelo menos não tem volta que não seja traumática ao extremo para todos. Então é bom verificar se ter filho é mesmo o que você quer antes de enfiar o pé, a perna e o joelho na jaca.
1) Você ficou com vontade de ter filhos depois de ver a foto linda do bebê de sua amiga.
Foto é uma coisa. Foto a gente arruma, faz pose, espera o diabrete dormir. Mas daqui a pouco ele acorda, chora, tem que trocar a fralda, dar mamadeira e depois passa a noite toda acordado. Meia hora antes da hora de você acordar ele cai num sono tranquilo e você vai pro escritório que nem um zumbi.
Eles não fazem isso o tempo todo nem é de propósito (embora depois de ter 5 eu ainda tenha algumas dúvidas quanto a isso…) mas todos fazem, pelo menos uma vez. E uma vez já é bastante.
Se você não tem nervos de aço e não funciona com meia hora de sono por noite, compre um computador. Quando quiser ver fotos de bebês fofos use o Google Imagens, ou um bate-papo com vídeo com a amiga dona do bebezinho lindo, não se espante com as olheiras. Dela, lógico.
2) Aos quarenta, você teme que “passe a hora”.
Imagino que aos 20 passe a hora de fumar maconha pela primeira vez. Aos 30 passe a hora de fazer papel de tolo com as garotinhas de 17. Aos 40 passe a hora de ser mãe. Aos 50 passe a hora de começar uma carreira. Aos 60 passe a hora de ser avó. Ou tudo ao contrário, mas quem se importa? O que governa sua vida é a sua necessidade, a sua felicidade ou o calendário?
Eu nunca dei bola pra nada disso, o que importa é a gente estar bem. Se passar a hora do trem a gente toma outro ou vai a pé. Se um filho não tem lugar na sua vida, vai arrumar um só pra não perder a vez na fila? Que fila?
3) Um casal sem filhos fica solitário na velhice.
Um casal sem filhos pode fazer sexo na hora que tiver vontade. Pode passar a noite fora sem se preocupar. Pode viajar para onde bem entender. Pode receber amigos ou ficar até tarde na casa deles. Pode jantar fora toda noite, ou não jantar.
Um casal com filhos também fica solitário na velhice, ou você pensa que os filhos irão lá na sua casa todo dia? Pensa que eles não terão a vida deles, a família deles? Pensa que vão ficar te babando e fazendo suas vontades?
Quem cria filho pensando em ter conforto e companhia na velhice já começa enfiando o pé errado na jaca.
4) Filhos perpetuam a espécie.
Não se preocupe com “a espécie”, os chineses já estão se encarregando disso. O que pode levar a raça humana à extinção é a burrice dos seres humanos, que destroem o planeta e põem em risco nossa sobrevivênciaacabando com todos os recursos naturais.
Cuide da sua vida, da sua saúde e de sua felicidade e vai por mim: a raça humana não merece ser perpetuada, para o bem do planeta e dos outros animais.
5) Para quem vou deixar o que juntei?
Se abrir um catálogo de endereços, o Google, qualquer página de busca vai descobrir quantos asilos, creches, hospitais, escolas, ongs e o que mais puder pensar ficariam bem melhor recebendo o que você amealhou.
Você vai morrer mesmo, que diferença faz? E depois, se for muito os filhos irão brigar pelo patrimônio e deixarão de ser amigos; se for pouco vão brigar mais ainda pelas migalhas e vão se tornar inimigos.
Se tiver filhos a lei brasileira não permite deserdá-los e deixar para uma instituição de caridade. Se não tiver filhos, acaba o problema. Doe tudo em vida. Aproveite e doe os rins, pulmões, fígado e tudo o que puder ser aproveitado.
Quer ter alguém pra conversar? Arrume um papagaio.
Quer quem te ame e dê atenção? Arrume um cachorro.
Quer ter alguém pra cuidar e sentir-se útil? Arrume um gato.
Quer ter alguém, mas que seja limpo, bonito, organizado e não dê muito trabalho? Compre um peixe ornamental.
Quer ter alguém, mas só para a hora que tiver vontade e que se vire no resto do tempo? Compre uma tartaruga.
Quer ter alguém que multiplique a raça? Arranje um coelho.
Quer ter alguém fofo, que dê vontade de apertar? Arrume um porquinho da índia.
Quer ter alguém esperto e inteligente? Arrume um macaco.
Zailda Coirano
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Uso do celular
22 jun 2011 Deixe um comentário
em Comportamento Tags:celular, comportmento
É interessante notar como o uso do celular muda com o tempo. Usado especificamente para telefonar quando foi lançado (eu mesma era a feliz e orgulhosa possuidora de um daqueles “tijolões”), atualmente ele tem muitas outras funções.
Relógio
Quando pergunto “What time is it?” são poucos os que olham o pulso, a maioria dos alunos puxa o celular, e isso não só entre os adolescentes, em classes de adultos isso acontece também com muita frequência.
Rádio-relógio
Tirando o de um vizinho chato que bota o dele pra despertar e não acorda, a coisa fica “apitando” horas a fio, não vi mais nenhum a não ser em filmes (antigos). Se alguém empregou todo o dinheiro que tinha abrindo uma fábrica de rádio-relógios, ou se adaptou ou faliu.
Rádio
Meu marido está sempre bem informado, ouve as notícias no celular dentro do ônibus, quando vai para o trabalho. E a medida parece ser eficiente, ele está sempre bem informado.
CD, DVD, etc…
Meu filho adolescente não usava relógio nem celular, mas vivia com o fone do mp4 no ouvido. No dia em que comprei um celular que tinha cartão e espaço para armazenar música ele passou a usar o celular – e também nunca mais se atrasou para seus compromissos.
TV
Quando vou de ônibus para o trabalho percebo que há vários celulares conectados em canais de TV. Mesmo em celulares que não dispõem desse serviço, há programas que podem ser baixados ativando essa função.
GPS
Quem tem celular vai à Roma, ao Chile, a qualquer lugar. Os celulares mais modernos têm mapas, GPS, localizador de amigos e toda uma parafernália para que se saiba a todo momento onde se está não só em termos “absolutos” como também em termos “relativos”, com a distância que nos separa dos que amamos, idolatramos ou simplesmente gostamos.
Computador
O celular já abre documentos, livros, transporta e compartilha arquivos, baixa jogos e programas, navega na internet e também conecta seus usuários aos programas mais populares de bate-papo, como MSN, Google Talk (orkut), etc.
Com todos esses serviços e ainda com as operadoras brigando agora pra ver quem faz tudo isso mais barato (ou até sem custo algum), quem só sabe mesmo telefonar usando o celular não sabe o que está perdendo.
O que você faria por dinheiro?
29 mar 2011 Deixe um comentário
Creio que a discussão é bem atual, com o BBB11 quase para terminar, e o programa é um bom exemplo de tudo a que se sujeita o ser humano para ganhar muito dinheiro. E não estamos falando de pouca coisa, afinal 1 milhão e meio mudam radicalmente a vida de uma pessoa. Mas será que mudam para melhor?
Desde os primórdios da civilização o homem luta pelo “poder” e uma das formas de se conseguir poder ou “acesso” a tudo o que as pessoas em geral almejam é – na cabeça da maioria das pessoas – o dinheiro. O problema é decidir quanto de dinheiro você quer: muito, pouco, o suficiente para ter conforto, bastante para não ter que trabalhar e aturar chefe chato?
O que você faria para conseguir dinheiro
Não importa quanto você quer, mas o preço que está disposto a pagar por ele. O que você faria para ter muito dinheiro? Vemos diariamente no Big Brother que as pessoas de modo geral disputam a tapa a oportunidade de isolar-se em uma casa com um punhado de estranhos para ganhar muito dinheiro. Abrem mão do convívio da família e dos amigos por várias semanas; expõem-se ao ridículo em rede nacional; abrem mão de sua privacidade; expõem-se ao julgamento público; metem-se em tarefas extenuantes e por vezes até absurdamente sobre-humanas. Passam horas com fome, na chuva, sentindo frio, e vão até o limite de sua resistência para terem uma chance de disputar a fortuna.
Quantos de nós já abriram mão de seus ideais, de seus valores morais e pessoais, já abandonaram filhos, pais e amigos para correr atrás da fortuna? Quantos já se deixaram levar pelo brilho do ouro e traíram a confiança neles depositada por milhões de eleitores ou amigos de infância para conseguir um punhado de dólares?
O preço
Se uma mulher deita-se com um homem e atende a todos os seus caprichos sexuais por 50 reais ela é considerada uma prostituta; se vende-se por uma vida toda por uma gorda conta bancária com vários milhões é uma dama da sociedade. Parece-me que a “moral” e a opinião pública variam de acordo com o preço, com a quantidade de moeda envolvida na transação. Pouco dinheiro por pouco tempo é prostituição; muito dinheiro por muitos anos é uma atitude louvável.
Mas será isso mesmo? Até que ponto sua moral e sua vida são influenciadas pelo dinheiro? Já se disse na música antiga: “o dinheiro faz o mundo girar”. Será verdade? Quantos amigos você abandonaria por 1 milhão de reais? Quantos você trairia? Até que ponto você iria por esse preço? Se é verdade que todos temos um preço, qual é o seu?
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