O palácio caiu! Nahas, Dantas e Pitta foram enquadrados pela PF

Correio do Estado

O banqueiro Daniel Dantas, dono do grupo Opportunity, o investidor Naji Nahas e o ex-prefeito de São Paulo, Celso Pitta, foram presos na manhã de hoje, pela Polícia Federal (PF), durante a Operação Satiagraha, que investiga esquema de desvio de verbas públicas, corrupção e lavagem de dinheiro, em ações coordenadas em São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília e Salvador, mas concentrada na capital paulista. O delegado Protógenes Queiroz comandou mais de 300 agentes da PF envolvidos nos trabalhos que incluíram 24 mandados de prisão e 56 de busca e apreensão.

Além de Daniel Dantas, foram presos os principais diretores do Opportunity. Todos foram trazidos para São Paulo. Entre eles estão a irmã de Dantas, Verônica; seu ex-cunhado e diretor do Opportunity, Carlos Rodemburg; o diretor Arthur Joaquim de Carvalho; o presidente do grupo Opportunity Dorio Ferman; a advogada Maria Amália Coutrim, e o funcionário Rodrigo Bhering de Andrade. Todos são acusados pela PF de formação de quadrilha; gestão fraudulenta; evasão de divisas; lavagem de dinheiro e sonegação fiscal.

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Agricultura é a saída

O governo investe em muitos setores mas seu investimento na agricultura ainda é insuficiente. Países desenvolvidos como os Estados Unidos investem grande porcentagem de sua verba nesse setor e o retorno é mais que satisfatório, e foi dessa forma que os Estados Unidos tornaram-se a potência que hoje são. Antes de conquistar o mundo é necessário ter o povo bem alimentado.

O Brasil com seu território enorme tem potencial inimaginável mas o investimento é mínimo e as condições do agricultor são precárias. Sem ajuda governamental e sem o conhecimento de técnicas modernas para redução de custos e extinção de pragas o agricultor migra para a zona urbana, engrossando a fila dos desempregados ou dos sub-empregados, aumentando a competição por empregos de baixa renda, levando uma vida de poucos recursos e ficando à mercê dos auxílios públicos como bolsa-escola, vale-gás, distribuição de remédios, dentista e médicos gratuitos.

Uma boa parte dos trabalhadores que se sujeitam a ralar horas a fio num sub-emprego vieram do campo, têm que se sujeitar a isso porque não estão preparados para integrar o mercado de trabalho nas grandes cidades.

Uma forma de manter o homem do campo no campo, produzindo alimentos para o país e assim barateando seu preço, é o investimento maciço no setor, em tecnologia, maquinário, mão-de-obra. Só assim se asseguraria que o agricultor permanecesse na zona rural, com boas condições de vida, e que seus filhos perpetuassem seu trabalho no campo, tornando-se meio gerador de alimentos.

O governo investe em setores que já têm muitas verbas canalizadas para si, a exemplo da saúde, mas esse investimento é mal direcionado. Investe-se em máquinas e prédios, mas esquece-se de investir no ser humano, capacitando-o para fazer todo o mecanismo funcionar. Onde eu morava antes, por exemplo, a Santa Casa local foi apetrechada com novas máquinas de raios-x, monitores de todos os tipos e até ultra-som, mas os mesmos permaneciam ainda nas caixas depois de meses porque não havia profissionais capacitados para operá-los.

O investimento deveria ser redistribuído e gerido com inteligência para evitar discrepâncias, desvios de verba e desperdício do dinheiro público. O investimento consciente se dá de forma a atender as necessidades de cada setor e do país de forma geral, e não visando os interesses financeiros de grupos econômicos ou de políticos visando fins eleitoreiros.

Uma política séria de investimentos teria um retorno garantido e é justamente o que não se pratica no Brasil.

(zailda coirano)

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