Não me diga que você está grávida

Engravidar num momento de crise pode ser uma fuga ou uma tentativa de recomeçar.

Engravidar num momento de crise pode ser uma fuga ou uma tentativa de recomeçar.

‘Não me diga que você está grávida!’ foi a frase que cansei de dizer às minhas amigas que engravidaram em momentos que eu, que sou contra o aborto, no lugar delas consideraria a possibilidade de fazer um.

Parece que algumas mulheres têm um talento todo especial para engravidar nos momentos mais impróprios possíveis: quando o marido acaba de anunciar que tem uma amante há 10 anos e vai embora com ela; quando o marido acaba de perder o emprego; quando ela acabou de conseguir passar no vestibular depois de rachar de estudar por 2 anos.

Quando uma mulher engravida num momento como esse há duas possibilidades: ou ela se concentrou tanto no problema que esqueceu de evitar uma possível gravidez ou (o que eu acho mais provável) lá dentro de seu coração imaginou que um filho iria consertar tudo.

Não acho que um filho que venha ao mundo com uma ‘missão’ como essas tenha alguma chance de ser bem-sucedido nem acho que seja justo jogar em seus ombros essa responsabilidade, mas quando tudo mais parece falhar algumas mulheres acabam vendo num filho a solução de seus graves problemas – ou um recomeço.

Um filho é um elo a mais e pode funcionar no sentido de unir o casal e com isso promover a solução conjunta do problema mas também pode ser a gota dágua que faz o copo entornar.

Além do mais filho não é estepe, não é remédio e não tem poderes mágicos, então se você está pensando em embarrigar para fugir às novas responsabilidades no emprego novo, ou para se escudar porque está com medo de não se dar bem na faculdade, ou se acha que um filho a mais vai prender seu marido, pense bem porque em minha modesta opinião esses não são bons motivos para se trazer alguém ao mundo.

Na própria natureza temos o exemplo, quando a fêmea está para dar a luz (ou botar seus ovos) fica dias antes preparando o ninho ou a toca para acomodá-lo melhor, portanto acho que devemos pensar em filhos quando temos um lar estável e cheio de amor para dar a ele.

Planeje seu filho com carinho e prepare um lar bacana para ele. Eu não fiz isso e não posso dizer que me arrependo, mas se pudesse viver tudo outra vez pensaria melhor sobre ter filhos com responsabilidade.

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