Agricultura é a saída

O governo investe em muitos setores mas seu investimento na agricultura ainda é insuficiente. Países desenvolvidos como os Estados Unidos investem grande porcentagem de sua verba nesse setor e o retorno é mais que satisfatório, e foi dessa forma que os Estados Unidos tornaram-se a potência que hoje são. Antes de conquistar o mundo é necessário ter o povo bem alimentado.

O Brasil com seu território enorme tem potencial inimaginável mas o investimento é mínimo e as condições do agricultor são precárias. Sem ajuda governamental e sem o conhecimento de técnicas modernas para redução de custos e extinção de pragas o agricultor migra para a zona urbana, engrossando a fila dos desempregados ou dos sub-empregados, aumentando a competição por empregos de baixa renda, levando uma vida de poucos recursos e ficando à mercê dos auxílios públicos como bolsa-escola, vale-gás, distribuição de remédios, dentista e médicos gratuitos.

Uma boa parte dos trabalhadores que se sujeitam a ralar horas a fio num sub-emprego vieram do campo, têm que se sujeitar a isso porque não estão preparados para integrar o mercado de trabalho nas grandes cidades.

Uma forma de manter o homem do campo no campo, produzindo alimentos para o país e assim barateando seu preço, é o investimento maciço no setor, em tecnologia, maquinário, mão-de-obra. Só assim se asseguraria que o agricultor permanecesse na zona rural, com boas condições de vida, e que seus filhos perpetuassem seu trabalho no campo, tornando-se meio gerador de alimentos.

O governo investe em setores que já têm muitas verbas canalizadas para si, a exemplo da saúde, mas esse investimento é mal direcionado. Investe-se em máquinas e prédios, mas esquece-se de investir no ser humano, capacitando-o para fazer todo o mecanismo funcionar. Onde eu morava antes, por exemplo, a Santa Casa local foi apetrechada com novas máquinas de raios-x, monitores de todos os tipos e até ultra-som, mas os mesmos permaneciam ainda nas caixas depois de meses porque não havia profissionais capacitados para operá-los.

O investimento deveria ser redistribuído e gerido com inteligência para evitar discrepâncias, desvios de verba e desperdício do dinheiro público. O investimento consciente se dá de forma a atender as necessidades de cada setor e do país de forma geral, e não visando os interesses financeiros de grupos econômicos ou de políticos visando fins eleitoreiros.

Uma política séria de investimentos teria um retorno garantido e é justamente o que não se pratica no Brasil.

(zailda coirano)

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

Links mais acessados

  • Nenhum

Digite seu endereço de email para acompanhar esse blog e receber notificações de novos posts por email.

Contato

%d blogueiros gostam disto: