Joana D’arc (o filme)

Joana D’arc De Luc Besson
Joan Of Arc
A mulher que mudou a história.
Ano de Produção: 1999
País de origem: EUA/França
Gênero: Drama
Duração: 158
Direção: Luc Besson
Elenco: Milla Jovovich, John Malkovich, Faye Dunaway, Dustin Hoffman.

Século XV. França e Inglaterra estão em guerra. Muito religiosa, aos 13 anos Joana D’Arc procura Carlos VII e diz ter sido incumbida por Deus de liderar os exércitos para libertar a França e fazer dele rei. Após vencer sangrentas batalhas, em 1431 é queimada na fogueira acusada de heresia, aos 19 anos.
Drama dirigido por Luc Besson (de “Subway” e “O Profissional”) e estrelado por Milla Jovovich (de “O Quinto Elemento” e “Ultravioleta”), John Malkovich (indicado ao Oscar de Melhor Ator Coadjuvante por “Um Lugar no Coração” e “Na Linha de Fogo”), Dustin Hoffman (Oscar de Melhor ator por “Kramer vs Kramer” e “Rain Man”) e Faye Dunaway (Oscar de Melhor Atriz por “Rede de Intrigas”).

Comentário:

A HBO está apresentando esse filme hoje, que conta a história da heroína francesa que foi condenada à fogueira por heresia e bruxaria, dentre outras acusações. Como sempre os poderosos encontram sempre um meio de aniquilar aqueles que não aceitam e lutam contra seu poder. Uma prisão essencialmente política mas na época optou-se por acusá-la de heresia e bruxaria, como era o costume.

Aqui no Brasil vivemos um período semelhante quando todas as pessoas que se julgava poderiam ser prejudiciais ao “poder” de alguma forma eram acusadas de serem “subversivos”, uma palavra tão vazia quanto “herege”, e se não eram condenados à fogueira, muitos deles sofreram aniquilação de outras formas mais prosaicas e covardes.

(zailda mendes)

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1 comentário (+adicionar seu?)

  1. WILLIS DE FARIA (Cinefilomaniacos)
    mar 16, 2010 @ 23:05:52

    O filme retrata a figura de Joana d’Arc, através de uma aventura estilizada e uma versão mais humanizada do mito que se tornou a jovem de origem camponesa que conseguiu exaltar o nacionalismo francês, na luta contra os ingleses durante a Guerra dos 100 Anos (1337-1453).
    Nesta megaprodução de US$55milhões, Joana é retratada desde sua infância, quando já apresentava um comportamento estranho, tendo visões e ouvindo vozes, além de freqüentar regularmente o confessionário. Depois do assassinato de sua irmã por um guerreiro inglês, a virgem transforma-se numa religiosa sanguinária e mística, conseguindo com seu fervor nacionalista, um exército do rei que liberta Orleãns dos ingleses. Nas batalhas Joana deposita sua fé apenas em Deus e em seu nome promove matanças, derramando-se em lágrimas diante dos cadáveres. O filme chega a sugerir que sua fixação bélica seria produto da sexualidade reprimida na infância e nesse sentido suas tensões passam a ser direcionadas para a guerra e para religião. Traída e aprisionada em sua própria terra, Joana é vendida aos ingleses e acusada de heresia e bruxaria é condenada pela Igreja e queimada viva em praça pública no ano de 1431. Ao transformar-se num mito a figura de Joana D’Arc, como tantas outras, são manipuladas para atender os mais variados interesses no decorrer da história. Joana D’Arc, a mais popular figura histórica da França, virou sinônimo de patriotismo durante a Revolução Francesa (1789), foi canonizada pelo Vaticano em 1920 e hoje é venerada por políticos como Jean-Marie Le Pen, líder da Frente Nacional (partido nacionalista francês de extrema direita).

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