Meus motivos para escrever

Ainda ontem eu disse aqui mesmo neste blog que não sabia porque escrevia, mas à noite, ao fazer o exame de consciência antes de fechar os olhos para um merecido descanso – costume adquirido quando estudava no colégio de freiras e que conservo até hoje e recomendo para alguns – consegui entender um pouco do que me leva a chatear uns, divertir outros em tantos lugares na internet.

Fosse eu uma desenhista ou pintora e com certeza haveria muitos de meus desenhos nas paredes, muros e até em banheiros públicos, mas não é essa a minha forma de expressão. Por acaso sei escrever e é dessa forma que me comunico. As palavras fluem em minha mente aos borbotões e não é raro eu ter que me levantar da cama no meio da noite para lançar no papel as idéias que me surgem na mente. Sonetos e crônicas tomam forma em minha cabeça como se tivessem vida própria e eu me sinto quase que compelida a expelí-los, como se fossem filhos que não podemos mais conter dentro de nosso corpo quando chega a hora do parto.

Imagino que recebi um dom – como tantos outros dons que Deus nos concede. Imagino também que esse dom nada mais é do que uma ferramenta que recebi de meu Pai para me ajudar a levar a cabo minha missão aqui na Terra. Essa ferramenta pode ser usada como instrumento de ajuda na caminhada (minha e de outros) ou como arma que fere quem atinge mas também quem a usa.

Dizia-me minha avó, quando eu era pequena, que a cada um de nós Deus deu um ou mais dons, e que quando enfim morrermos, chegará o momento em que Ele nos perguntará:

– O que você fez com os dons que te concedi?

Alguns recebem dons invejáveis, recebem dinheiro, posição, e podem usá-los tanto para ajudar a seus semelhantes ou para simplesmente esmagá-los ou subjugá-los a seus caprichos; outros recebem o conhecimento, que podem tanto usar para esclarecer aos mais humildes quanto para ameaçar aqueles que porventura se atreverem a cruzar seu caminho.

De qualquer maneira, como usamos os nossos dons é algo que prestaremos contas apenas ao Criador quando o momento se apresentar. Que cada um olhe pra dentro de si mesmo e avalie o uso que vem fazendo nessa vida de toda essa bagagem extra que lhe foi confiada. Estou fazendo o possível para usar meus dons. Aqui, tento fazer pessoas se divertirem, refletirem, ou simplesmente se espelharem em experiências que vi ou vivi e que podem servir para exemplo do que fazer (ou não) em determinadas circunstâncias. Se apenas uma pessoa em algum momento usar o que escrevo para refletir, se apenas uma de minhas frases ecoar por mais tempo no coração de alguém e fizer dele alguém melhor, mais confiante, ou que o ajude de alguma maneira, sinto que estou cumprindo minha missão.

Estou preparando minha resposta para o Criador quando chegar a hora de Ele me perguntar sobre o que fiz com os meus dons. E você, já sabe qual será a sua?

(por Zailda Mendes)

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