Uma forma dolorosa mas eficiente de aprender é analisando os próprios erros, vendo em que ponto falhamos e procurando não repetir o que não surtiu o efeito desejado no passado.
Infelizmente a máxima só vale para o cidadão comum, para o governo por exemplo, a máxima nem existe. Estruturas e fórmulas que não dão certo há anos ou décadas são utilizadas até que são substituídas por outra que podem induzir a erro maior.
Para sanar problemas na Educação foi criada a tal da ‘progressão continuada’ segundo a qual o aluno do ensino básico não era reprovado, independente do seu resultado no ano escolar. Criou-se a partir de então uma geração toda de alunos que saem da escola sem o mínimo de aprendizado ou cultura, totalmente inaptos para seguirem uma profissão.
Se o aluno tinha problemas para assimilar o que ensinávamos, vamos então diminuir nossa expectativa, deve ter pensado o governo, e assim nivelamos por baixo. Agora qualquer semi-analfabeto pode concluir o ensino fundamental e não fará o menor esforço para aprender, já que aprender não é exigência para se conseguir o diploma.
O governo por um lado condiciona todos os concursos à exigência mínima de diploma de segundo grau – o que seria maravilhoso – mas não condiciona a obtenção desse diploma ao aprendizado de absolutamente nada pelos alunos. Um anacronismo de difícil explicação e de lógica tortuosa que nos deixa sem saber o que quer o governo: um país de alunos formados ou um país de analfabetos diplomados.










